um blogue à deriva

09/01/12































Junto à barragem, num reflexo
sobre a água onde o que existe é apenas
a luz trémula de um verso por escrever,
na sombra sobre a terra à medida que
a tarde desaparece na melancolia, nos
contornos de negrume fundeados
na contraluz 
 
ou entre a névoa como se não soubéssemos
que ali fica um reino onde pousam as palavras
do lado do avesso, ali

junto à barragem, erguem-se três árvores,
talvez carvalhos, que assim fizeram as imagens
tão distantes do poema.
 

5 comentários:

  1. belíssima foto, assim como um oásis sem ser oásis, de serenidade, como se um mundo, como hei-de dizer? limpo... fosse possível e o ar, puro, se mastigasse na boca, como os figos roubados da minha infância...

    um bêjo (e não sei se já o disse se não digo-o outra vez) e, se possível, um bom ano

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